No meu primeiro texto nesse blog, eu já havia falado que era misto, torcia pro São Paulo. Morava no interior, a TV só falava de times do sudeste, meus amigos torciam pra times do sudeste, dentre outros motivos...
Me lembro, com muita clareza, do jogo São Paulo 5 x 1 Corinthians, pelo Brasileirão de 2005. Lembro-me, ainda melhor, do torcedor do Corinthians chorrando no alambrado e dizendo "tira o Curintcha daí, mano!".
"Tira o Curintcha daí, mano!"
"Bando de DISCARADO!", era o que meu pai dizia ao ver a cena. Era isso o que ele sempre dizia ao ver torcedores chorando por causa de futebol.
Chorei por causa de futebol trez vezes. Quando o São Paulo foi eliminado, nos pênaltis, para o River Plate de D'Alessandro, na Sulamericana de 2003. Luis Fabiano achou que era mais importante ajudar na briga do que bater pênalti.
Luis, O Faboloso, descendo o pau nos argentinos
Nesse ano, na Copa do Mundo, No jogo da Grécia contra a Costa Rica. Duas vezes, mas conta como apenas uma, foi só por um jogo. Primeiro de explosão, quando Papastathopoulos empatou, já no fim da partida. Depois chorei ao perceber o quão perto a Grécia esteve de jogar aqui em Salvador, mas não conseguiu.
Gekas perdeu o pênalti. Eu perdi a chance de ver a Grécia de perto.
Bahia enfrentou o Palmeiras. Mais uma vez nesse Brasileiro, fui ao estádio como se fosse uma missão a ser cumprida. Cumpri novamente com minha missão, mas o meu time não cumpriu a dele.
O bando de descarados, que meu pai tanto fala, ganhou mais um integrante. Chorei, copiosamente. Percebi que sou descarado, não por ir a todos os jogos do meu time, mas por achar que eu, realmente faço alguma diferença nesses jogos.
Vida que segue, amor, pra ser bom, tem que doer. Ano que vem estarei nas terças e sábados, descaradamente, cumprindo minha missão de torcedor, porque eu sei que, no fundo, o Bahia se importa e precisa de mim.
Sabe quando você se apaixona e fica completamente arreada por uma pessoa? Essa pessoa faz o que quer de você. Seus amigos lhe alertam, mas você releva, pois sabe que a paixão é mais forte que a razão. Aí ela vai embora e você fica de coração partido, mas cheio de esperança que ela volte.
Em seguida você conhece outra pessoa, que também lhe faz bem, só que você não consegue se entregar totalmente à ela, mesmo sabendo que ela lhe proporcionará um relacionamento mais estável e seguro, pois ela se compromete com você.
Rep e Cuyff do Esquadrão (Foto: Felipe Oliveira)
Essa é a minha atual situação com o Bahia. O tricolor começou o ano como uma paixão arrebatadora, time muito rápido, tocando bem a bola, marcando muito bem o adversário, encantando... Cheguei a dizer que o Bahia era a Holanda de 74!
Acabou a Copa, o Bahia voltou jogando bem, mas não fazia gols, era o início da traição. As derrotas apareceram, com os meus amigos avisando que isso não estava fazendo bem pra mim. Eles queriam um relacionamento mais seguro. Jogar feio, mas ganhar.
Uma migalha de amor ao fim do jogo (Foto:Felipe Oliveira)
Mas eu não sou assim, sou das paixões. Estou de coração partido, me encaminhando pra segunda divisão... Mas nem pense que eu quero ganhar de 1 a 0. Amor pra ser bom tem que doer. A cada jogo como o desta terça (21), em que eu recebo uma migalha de amor, meu coração se acende, na esperança da volta da minha paixão.
O Ba-Vi é o maior clássico do Nordeste e, provavelmente, o clássico mais legal do Brasil. Isso porque, não importa a colocação que Bahia e Vitória estão na tabela, vale a pena fazer parte dessa partida.
Há sempre um atrativo, não importa a falta de técnica dos times. Há sempre cores vibrantes vindas da arquibancada. Há sempre uma rivalidade muito sadia nas ruas. Há sempre as melhores gozações no dia seguinte. Há sempre vontade.
Poucos Ba-Vis terminaram em empate sem gols, talvez por isso, os palpites dos nossos blogueiros, inclusive os que não torcem para os times apostam em jogo com gols, confira abaixo a expectativa de cada um para o clássico e a partir de segunda vocês podem nos pedir os números da mega-sena.
Dinei VS Kieza. Quem levará a melhor?
(Hugo Araújo - Vitória)
Primeiramente gostaria de
agradecer ao espetacular técnico da Seleção Brasileira, Dunga, por não
convocar Richarlyson (o Deus da Raça), William Henrique (o Pica-Pau ousado e
alegre) e Telmário (“recordar é viver, Dinei fez quatro gols em você”) para os
próximos amistosos do Brasil. Eu sei que ele gostaria de contar com esses
formidáveis jogadores, mas o capitão do tetra foi brother e não irá desfalcar o
Vitória na sua missão neste Campeonato Brasileiro: fugir da beira do caos. Valeu,
Dunga.
Odeio clichês, mas Bavi é Bavi.
Não tem pra onde correr. Ainda mais em um cenário onde os times estão separados
por dois pontos na tabela. O equilíbrio é a tônica do confronto. Não consigo definir um favorito para a partida, só
consigo imaginar um dos Bavis mais emocionantes dos últimos anos. Se falta
técnica, vai sobrar vontade.
Além do famoso jogo de seis pontos (já disse
que odeio clichê?), o vencedor do Bavi acordará na segunda-feira com uma moral
renovada. No campeonato particular da dupla, uma vitória representa bastante.
Não espere o jogo mais bem jogado mundo, mas espere uma bela batalha dentro da
cancha.
Palpite: Vitória 1x0 Bahia, pois
tenho informações seguras de que Ney Franco está tomando banho de folhas e
pipoca desde o fim do jogo contra o Fluminense em busca da sua primeira vitória
em Bavis. Chegou a hora dessa zica sair.
Imagem meramente ilustrativa
(Pedro Ivo Sena - Bahia)
Após os ótimos resultados do meio de semana, a expectativa é de um clássico bastante movimentado e pegado, dentro de campo. Espero que o Bahia pare com esse revesamento de lanterna. E que o Vitória também saia dessa situação incômoda (MENTIRA RS).
Assim está o Brasileirão
Uma fonte próxima revelou que Ney 'Fraco' já comprou dois tubos de KY para o domingo, pois sabe que a botada vai ser segura.
Palpite: Vitória 1 x 3 Bahia. O Tricolor abre dois a zero, toma um gol (pra encher a pequena torcida do time pequeno de esperanças) e depois dá o golpe de misericórdia. Após o jogo ouviremos depoimentos como esse, do nosso amigo Hugo Araújo:
(Ulisses Gama - Bahia)
Até ontem, parecia
que veríamos um clássico de dois mortos na Série A, quem disse? A dupla venceu
e pôs a pimenta que faltava pra domingo. No BA-VI, veremos um jogo aberto, com
os dois times querendo vencer muito. De um lado, Kleina quer convencer com o
seu time, do outro, Ney Franco quer deixar de ser mulher de malandro e
finalmente ganhar do Esquadrão.
Veremos um
verdadeiro VELHO OESTE na Arena Fonte Nova. Torço pra que a história de “um
matar o outro” fique só na competição e que as torcidas briguem na garganta,
cantando e apoiando os seus times em busca da reabilitação no Brasileirão.
Palpite: Vitória 2 x 2 Bahia.
Apesar do clima de velho oeste, acho que o BA-VI ficará no empate. Vai ser mais
uma daquelas partidas de tirar o fôlego, com com tricolor no final (a fênix de
nome Maxi Biancucchi fará a proeza). Será que Ney Franco aguenta mais essa?
(João Tiago Figueiredo - Porto)
Pedir-me um palpite
para o Vitória-Bahia é o mesmo, imagino, que se fosse eu a pedir a um baiano um
palpite sobre um V. Guimarães-Sp. Braga, o dérbi do Minho, cá em Portugal.
Difícil para mim. Estive, contudo, a analisar os plantéis e encontrei algumas
surpresas.
Arena Fonte Nova. Antes do histórico Espanha-Holanda.
O Bahia tem no
plantel dois jogadores que bem conheço. Lincoln, que jogou na Alemanha, e
Rafael Miranda, que foi, durante alguns anos, um dos melhores do Marítimo de
Portugal. Poderia ter chegado a um clube melhor da Liga portuguesa, pois deu
provas para isso, mas o Marítimo não é um clube fácil de negociar e as oportunidades
perderam-se.
Do Vitória conheço
muito bem o Luís Aguiar, que teve anos fantásticos no Sp. Braga mas falhou a
mudança para o Sporting por problemas físicos. Imagino que já não seja o mesmo
jogador por isso mesmo.
Palpite: Vitória 1 x 2 Bahia. O
Bahia vem de uma vitória importante e se ganhar entrega a lanterna de vez ao
rival. Vou por aí, à confiança. Vitória do Bahia
(Iago Maia - Bahia)
O
clássico é um campeonato à parte para qualquer torcedor de futebol,
principalmente quando se tem a chance de afundar ainda mais o rival na tabela.
Com bons resultados e mudanças de postura, o clássico de domingo tem tudo para ser
movimentado dentro e fora do campo.
Arena Fonte Nova - Bahia 2 x 0 Vitória
Palpite: Vitória 1 x 2 Bahia. O Vitória deve
iniciar o jogo dando ‘abafa’ nos 15 minutos inicias, marcando o gol logo na
primeira etapa. Após o susto inicial, o Bahia deve tomar o controle das ações e
consequentemente virar o jogo com dois gols de Maxi.
Obs: Aposto num público pagante entre 27 e 32 mil pessoas.
(Elton Ponce - Santa Cruz)
O maior clássico do NE vai ferver. Gostaria muito de estar em Salvador
pra acompanhar. Mas daqui do Recife, observo um Vitória ligeiramente mais
arrumado na peça ofensiva. O rubro-negro tem jogadores de frente que podem
decidir, como o Dinei, ou apostar na correria do razoável William Henrique.
Já
o Bahia, apesar de não ser o mandante, conta com a vantagem de jogar na Fonte e
de ter a participação mais efetiva de Maxi e Uelliton. Com uma defesa mais
sólida, o tricolor deve aguardar mais o leão para sair nos contra ataques.
Palpite: Vitória 1 x 1 Bahia
Emoção in loco do BaVi. Infelizmente dessa vez não será pra mim.
(Brendon Hilario - Bahia)
Parafraseando o grande Galvão Bueno, "ganhar é bom, ganhar do Vitória-BA é muito melhor", num BaVi de campeonato Brasileiro, onde quem ganhar vai afundar ainda mais seu rival na zona então, vai ser lindo. Que me desculpem os amigos rubro negros, porque em semana de clássico, o espírito de guerra toma conta de mim, domingo é dia de chegar na Fonte de manhã e fazer o "esquenta" pro jogo com os amigos, como é de lei. E depois do jogo? Alguém vai ter que chorar, e garanto que não seremos nós! Já estou na espera dos aúdios de whatsapp de um amigo rubro negro que também escreve pra esse blog.
Palpite: Vitória 1 x 2 Bahia.
O jogo vai ser difícil, os dois times precisam vencer e respirar no campeonato, Maxi e Kieza vem jogando bem, vão dar trabalho. "Kleiner" entendeu que o time joga muito melhor quando joga pra frente, e esperamos que ele mantenha essa postura. O Vitória-BA vem de bom resultado, mas seu principal problema tá no banco, NEY FRACO ainda não venceu um BaVi. e vai continuar assim.
Tá difícil? Chama o Bahia! Nada melhor para reerguer um time do que o seu maior rival. O clássico deste domingo tende a ser um dos mais importantes dos últimos anos. O empate prejudica os dois. Uma vitória significa reabilitação e ganho de confiança no certame de 2014.
Pelo campeonato brasileiro, o Bahia não ganha um confronto dentro da Fonte Nova desde o dia 14/08/14. Em 9 jogos, os jogadores de Itinga marcaram 4 gols e sofreram 7. Nada melhor para NEY FERGUSON tirar esse injusto ranço de não vencer o Bahia.
Reprodução: EC Jahia
Em conversa de bar, falei no inicio do campeonato que o elenco do Vitória é superior ao elenco do Bahia. Continuo com a mesma opinião. Se NEYAUM OUSADO E ALEGRE não inventar na escalação, podemos enterrar o rival. (Se não colocar Vinicius ou Edno de titular, a madeirada nas Sardinhas é certa)
No mais, GATITO resolve, RICHARLYSON é a melhor contratação do futebol baiano nos últimos meses, EscuDEUS pode voltar de contusão, se quiser falar de amor, fale com o MARCINHO, o Príncipe WILLIAM é ousadia e alegria e TELMITO, o Michael Kyle brasileiro, o desodorante roll'on da brocança, vai certamente deixar a sua marca. Menção honrosa para BELTRÁN, o chefe apache da zuera, que pode entrar e decidir.
Palpite: Vitória 2 x 0 Bahia
Os triunfos contra Internacional e Fluminense capacitam o Vitória para dominar este Bavi. O Bahia não deve vir para jogar no contra-ataque, já que o empate não interessa pra ninguém. Com mais raça do que técnica, o gramado da Fonte Nova pode ver um jogo disputado. Nesta altura do campeonato o desespero impera em na Toca e no Fazendão. O Vitória domina e vence o jogo com gols de Dinei Telmito e Marcinho, o Pequeno Marcos sem passatempo.
Lesões em seqüência. Não consegue ter uma seqüência de jogos. É substituído na maioria dos jogos. Com essas características, o assunto do texto poderia ser Valdívia e seu “chinelismo”. Ou Pato, com seu problema no dente e seus 1001 cortes da seleção. Mas não. Esse post é dedicado a Neto Coruja e seus problemas intermináveis.
Dos 20 jogos no Campeonato Brasileiro, Neto jogou 9. Desses, o volante conseguiu completar os 90 minutos de um jogo de futebol em 4 oportunidades. Nos outros 5, Neto foi substituído. Nem todas essas substituições foram motivadas por lesão. Em seqüência, Neto conseguiu atuar 5 rodadas seguidas.
Com Coruja em campo o Vitória venceu 1, empatou 3 e perdeu 5 jogos da Série A. Jogador de marcação com lampejos para saídas de bola, Neto necessita de uma parte física aprimorada. Lesões em seqüência quebram o ritmo de jogo e atrapalham a adaptação do volante.
Assim como Pato, que conseguiu, em 2014, emplacar uma relativa seqüência de jogos e boas atuações e Valdívia que está entregue ao departamento médico e provavelmente procurando briga no twitter, as lesões de Neto Coruja não tem explicações. O problema não começou nesta temporada. De alguns anos pra cá, o jogador não consegue jogar como os outros jogadores.
Neto Coruja é um patrimônio do Vitória. Cabe ao clube procurar soluções para o problema do atleta. Preparar um trabalho físico intenso no inicio da temporada para prevenção de lesões, consultar um especialista, acompanhar hábitos e a rotina do jogador. Vale (quase) tudo pra encontrar uma solução, até saber onde a Coruja dorme.
O que todo mundo sabia virou premiação. Henrique e Rafinha estão entre o Bola de Lata do 1º turno, que "premia" os jogadores que tiveram pior média e jogaram, ao menos, oito partidas no Brasileirão. Henrique, que já foi o melhor do Mundial Sub-20 em 2011, é o campeão da competição que ninguém queria estar, com uma média de 4.82 em 10 partidas. Confira a classificação geral aqui.
Meus parabéns, Henrique!
Se não fosse pela média, o ataque do Bahia todo deveria estar nessa lista. Com Alessandro, que acabou de chegar, são oito atacantes no elenco, esses oito juntos tem 3 gols no campeonato (Kieza tem 2, Maxi tem 1). Falta finalização, criação e com essa pobreza o Bahia segue a sua via-crúcis. Gilson Kleina que se vire.
Quanta diferença...
Hoje o ataque de lata vai pegar o ataque de ouro pelo Brasileirão. Enquanto o Bahia tem 11 gols no campeonato, o Cruzeiro tem 41. Se alguém ver a esperança por aí, me fala! A disparidade é assustadora.
O que pode mudar na sua vida em 3
meses? Para o Vitória e Ney Franco, nada. O técnico, que sem o clube fez um
trabalho pífio no Flamengo, sendo demitido depois de nenhuma vitória em sete
jogos, reencontra o clube, que sem o técnico só conseguiu duas vitórias em 12
jogos e entrou na zona de rebaixamento. Diante de tanto fracasso nesse curto
período, é possível dizer que Ney Franco e o Vitória se merecem. Os dois
caminharam mal sem um ao outro. E agora estão juntos novamente para tentar
evitar o pior.
E se "pior que ta não
fica", Ney tem obrigação de melhorar o trabalho do limitado Jorginho, que
ainda não tem nível para treinar um clube de Série A. Tão claro quanto a incapacidade
de Jorginho é a falta de planejamento da diretória do Vitória. Erraram ao escolher Jorginho como substituto e agora dão uma prova de quanto estão perdidos trazendo
Ney Franco de volta. O time vinha desgastado e não conseguiu convencer em
nenhum momento de 2014 com Ney no comando. Era hora de tentar algo novo, como
Enderson Moreira, mas a diretória preferiu se apoiar no treinador que deu certo no ano passado. Porém o ambiente que ele encontrará no Vitória é outro, e Ney vai ter que provar que consegue trabalhar sob a pressão de tirar o clube da zona de rebaixamento.
Enfim, o nome de Ney Franco não é
o pior possível, ele conhece de perto boa parte do elenco e é capaz de impor o mínimo de padrão
tático na equipe, algo que Jorginho não conseguiu. O problema é cortar relações com um
profissional que preferiu se “aventurar” no Flamengo e depois contratá-lo de
volta. Atitude que beira o amadorismo.
O ano que começou com ótimas
perspectivas para a torcida do Vitória, depois do excelente 2013, vai
terminando na triste realidade de fugir do rebaixamento. O técnico e o clube,
mais do que nunca, precisam um do outro.
Ps¹ Ney Franco treinando o
Vitória nunca venceu o Bahia. Mas vou ou fingir que não lembro disso até o BAVI
do mês que vem.
Ps² Escudero volta aos gramados neste
domingo contra o Figueirense. Não tem nada a ver com o texto, mas dane-se, O
ESCUDERO VAI VOLTAR.
Alemão literalmente "pagou o pato" contra o São Paulo.
O título é sugestivo. Mas não recriminem apenas um jogador. A falha de
ontem (10/08) é um sinal de que o plano para a zaga desenvolvido pela diretoria não deu
certo. A falha de ontem é um reflexo de decisões equivocadas tomadas no final
de 2013 e ao longo do ano de 2014.
O erro de Alemão no jogo entre
Vitória e São Paulo começou em dezembro de 2013. Após uma bela campanha, o
rubro-negro perdeu sua dupla de zaga titular e os seus reservas. Uma coisa
normal para o futebol brasileiro. Os jogadores não conseguem esquentar os seus
lugares nas equipes que defendem.
O erro de Alemão poderia ser
evitado neste ponto. Contratações pontuais e de qualidade resolveriam o
problema defensivo do Leão. Não foi o que aconteceu. O Vitória mesclou a base
com jogadores experientes e contestados (desconhecidos). A improvisação também
esteve presente. Por falta de zagueiros, volantes foram improvisados no
miolo de zaga.
Rodrigo Defendi: De encostado no Botafogo a odiado no Vitória
Nomes como Defendi, Dão e Ferrari
foram contratados no inicio de 2014 para suprir a carência na defesa do leão.
Como resultado, os garotos da base não seguraram a barra e os experientes
contratados acabaram confirmando a fama de contestados. O Vitória foi eliminado
da Copa do Nordeste, da Copa do Brasil e perdeu o título estadual para o Bahia.
Para o Campeonato Brasileiro,
jogadores foram dispensados. Defendi, Ferrari e Lucas Zen (um dos volantes
improvisados) deixaram o clube. Dão e Luiz Gustavo (meio zagueiro, meio
volante) ficaram no clube, mas dificilmente são aproveitados. Os garotos da
base ganharam o mesmo destino. Perderam e espaço e desapareceram das listas de
relacionados.
Para restaurar o setor, o Vitória
tentou desfazer o que fez no final do ultimo ano. Primeiro contratou um
zagueiro que fez um bom Campeonato Paulista pelo Oeste. Alemão desembarcou no Barradão
com pinta de “xerifão”. Os nomes de Kadu e Victor Ramos chegaram com força à
toca do leão. O primeiro foi contratado. Já o segundo, entre muitas idas e
vindas e negociações com o Bahia, acabou voltando para o México.
Alemão: Pegar o dinheiro, o escort e levantar a cabeça!
E assim o Vitória entrou no brasileirão.
Com Kadu e Alemão como zagueiros titulares e Dão, Salustiano e Luiz Gustavo
como opções na reserva. Nos últimos dias, o zagueiro Roger Carvalho, ex-São
Paulo, também chegou ao Barradão.
Nem tanto, nem tão pouco. Nem a
zaga do ano passado era insubstituível nem todos que estão aqui no momento são
incompetentes para vestir a camisa rubro-negra. A falta de planejamento para
manter os titulares de 2013, culminou para as apostas em jogadores contestados
e momentaneamente desconhecidos. Verdadeiras apostas para titularidade.
Após os fracassos do primeiro
semestre, os métodos continuam sendo implantados. A exceção de Kadu, já
conhecido após uma boa temporada em 2013, os nomes de Alemão e Roger Carvalho
podem assustar ao torcedor. O primeiro estava presente na pífia campanha do
Náutico antes de assinar com o oeste e acumula, neste inicio de brasileirão,
falhas e gols contra. O segundo, chega desconhecido após voltar do futebol
italiano e passar (somente passar) pelo São Paulo. Caso muito parecido com o
fatídico e “finado” Defendi.
Claro que o sistema de defesa é composto também por outros jogadores. O problema é que erros primários e cada vez mais constantes são repetidos, causando
o insucesso e aumentando a desconfiança do torcedor. Erros que começaram em dezembro de 2013. As tentativas de ajustes já acabaram. Metade do ano ficou pra trás. Já passou da hora de
arrumar novamente a cozinha do Leão.
O Bahia venceu o Goiás. Melhora a cada jogo que passa e mostra que ainda é tempo da torcida tricolor ser feliz. Um time que ainda não convence e que precisa de tempo para melhorar em alguns aspectos, mas o Campeonato Brasileiro é cruel e não dá espaço para erros, por isso, é preciso VENCER DE QUALQUER JEITO!
Fahel voltou ao time, querido por todos que chegam ao Fazendão, sua titularidade é baseada em sua história e por ser um cara de grupo. Ele é conhecido por ser um homem de Deus, mas acho que ele tem um trabalho muito forte num terreiro. Mesmo contestado, marcou o golzinho que garantiu a vitória. Estamos reféns da ruindade dele, mas quem liga? "DEUS É FAHEL".
O grupo ontem foi aguerrido, sofreu, mas chegou lá. Eles se apegam a Charles, que a cada palavra que dá, enche o grupo de confiança, jogador de futebol gosta disso. Tudo se encaminha para a efetivação do Anjo 45, que já é pedido pelos torcedores nas redondezas da Arena Fonte Nova.
Quem mais se apega a forças fora das quatro linhas é o torcedor, que sofre com a situação. Ontem, vi várias manifestações de fé. Era reza, era mão pro alto e tinha torcedor que até na camisa pedia a Deus por um Bahia melhor.
O Bahia ainda está na zona da degola, por isso, caprichem nas rezas, trabalhos e acendam suas velas. Hoje o dia é ótimo para ligar o secador.
Flamengo x Sport
Chapecoense x Figueirense
São Paulo x Vitória
Atlético - MG x Palmeiras
Atlético - PR x Botafogo
A fé também pertence ao futebol. Foto: Nelson Barros Neto.