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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Fecha a conta e passa a régua

O ano está acabando e com isso vem a reflexão de todo torcedor:
"O que aconteceu esse ano com meu time que vale a pena lembrar no ano que vem?"
Com certeza 9 em cada 10 torcedores do Bahia vão dizer que o rebaixamento não vale ser lembrado, que não vale a pena ser usado como ponto de partida pra próxima temporada. 
Mas aí entra o questionamento: Por quê o rebaixamento não pode ser usado como "lembrança" do ano que está passando ? 
Um rebaixamento mexe com as estruturas de qualquer clube no Brasil, seja ele grande ou pequeno, porque isso vai muito além apenas do orgulho do torcedor em dizer que seu time é Série A; A estrutura do campeonato Brasileiro é fraca, o calendário é péssimo, os campos de muitos estádios da primeira divisão são ruins e mal conservados, quem dirá os campos dos estádios da segunda divisão. A confederação e as federações pouco se importam com isso, marcam jogos na terça-feira 21h, na quinta 21:50,  e pouco se importam como isso será absolvido pelo torcedor, se ele terá condição de ver o jogo nesse horário, se o ~espetáculo~ vale a pena pra ele.
Clube que na Série A tem média de público de 10 mil dificilmente tem essa mesma média na Série B(São poucas as exceções), e isso mexe no time dentro e fora de campo, pois os jogos terão pouca renda, pouco público, pouco apoio, e os custos de uma partida (que tem ficado cada vez mais caros) precisam ser tirados de outros fundos, de outros meios.
Agora volto a pergunta, "Por quê o rebaixamento não pode ser usado como "lembrança" do ano que está passando ?" 
O Bahia começou o ano de 2014 com três promessas que iriam nortear o ano do time e da diretoria:
1- Ser campeão Baiano; (OK)
2- Montar um time sem ~medalhões~ e com a folha ~enxuta~; (OK?)
3- Não brigar pra cair. (?????)

"Muito prazer, me chamam de otário..." já dizia a música "Dom Quixote", de Engenheiros do Hawaii; Passamos o ano acreditando nisso, vendo o time ter seguidos e seguidos erros e insucessos em suas promessas, com uma folha extremamente inchada pra receita que tinha, sem patrocínio master, sem seu maior trunfo por perto (sua torcida), já que os ingressos eram caros e o time não agradava... E no que isso deu ? Em mais uma promessa não cumprida, CAÍMOS!!!!!!!!

Pra que 2015 seja diferente, a nova diretoria vai ter que enfim aprender que fazer promessa não tá com nada. Campeonato Baiano ? é obrigação que o time do Bahia seja campeão; Copa do Nordeste ? Chega de humilhação, são 2 anos sendo eliminados na primeira fase! Campeonato Brasileiro ? Subir é muito mais do que obrigação, é NECESSÁRIO! O elenco ? esse é o grande problema, porque com o mercado inflacionado, e com o time sem dinheiro, não podemos fazer loucuras como esse ano que acabou, tem que contratar com a CERTEZA de que o jogador vai se esforçar e dar tudo de si dentro de campo.

Se nortear a partir de um rebaixamento não é iniciar o ano com o pensamento de não cair pra C, não é pensar em se manter na B, mas também não é pensar em ser campeão da divisão( o que não seria ruim), mas é pensar em voltar a ser grande, é pensar em fazer diferente do ano passado, é se preparar pra enfrentar dificuldades, mas saber que essas dificuldades serão responsáveis por "enrijecer" os meninos da base que serão usados, por "enrijecer" a diretoria que tem na ponta do Iceberg um presidente jovem, de apenas 33 anos.

Fechem a conta e passem a régua, esqueçam que nos mantivemos por 4 anos na Série A lutando pra não cair, esqueçam a Nike, esqueçam a Penalty, esqueçam os problemas com a Arena Fonte Nova, esqueçam os problemas com jogadores durante o ano, esqueçam os problemas com treinadores, esqueçam as brigas e as imbecilidades da torcida que nos causaram alguma punição, vamos pensar em 2015, todos com pensamento positivo, assim como o slogan da Copa de 2014, no ano que vem precisamos acreditar que "Somos todos um só", e voltar aos estádios, continuar nos associando, criando receita pro clube, e acreditando que o ano nos trará dias melhores.

Foto: Eduardo Martins/ Agência A TARDE

domingo, 10 de agosto de 2014

Apego

O Bahia venceu o Goiás. Melhora a cada jogo que passa e mostra que ainda é tempo da torcida tricolor ser feliz. Um time que ainda não convence e que precisa de tempo para melhorar em alguns aspectos, mas o Campeonato Brasileiro é cruel e não dá espaço para erros, por isso, é preciso VENCER DE QUALQUER JEITO!

Fahel voltou ao time, querido por todos que chegam ao Fazendão, sua titularidade é baseada em sua história e por ser um cara de grupo. Ele é conhecido por ser um homem de Deus, mas acho que ele tem um trabalho muito forte num terreiro. Mesmo contestado, marcou o golzinho que garantiu a vitória. Estamos reféns da ruindade dele, mas quem liga? "DEUS É FAHEL".

O grupo ontem foi aguerrido, sofreu, mas chegou lá. Eles se apegam a Charles, que a cada palavra que dá, enche o grupo de confiança, jogador de futebol gosta disso. Tudo se encaminha para a efetivação do Anjo 45, que já é pedido pelos torcedores nas redondezas da Arena Fonte Nova.  

Quem mais se apega a forças fora das quatro linhas é o torcedor, que sofre com a situação. Ontem, vi várias manifestações de fé. Era reza, era mão pro alto e tinha torcedor que até na camisa pedia a Deus por um Bahia melhor.




O Bahia ainda está na zona da degola, por isso, caprichem nas rezas, trabalhos e acendam suas velas. Hoje o dia é ótimo para ligar o secador.

Flamengo x Sport
Chapecoense x Figueirense
São Paulo x Vitória
Atlético - MG x Palmeiras
Atlético - PR x Botafogo

A fé também pertence ao futebol. Foto: Nelson Barros Neto.