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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Uma migalha de amor

Sabe quando você se apaixona e fica completamente arreada por uma pessoa? Essa pessoa faz o que quer de você. Seus amigos lhe alertam, mas você releva, pois sabe que a paixão é mais forte que a razão. Aí ela vai embora e você fica de coração partido, mas cheio de esperança que ela volte.

Em seguida você conhece outra pessoa, que também lhe faz bem, só que você não consegue se entregar totalmente à ela, mesmo sabendo que ela lhe proporcionará um relacionamento mais estável e seguro, pois ela se compromete com você.

Rep e Cuyff do Esquadrão (Foto: Felipe Oliveira)

Essa é a minha atual situação com o Bahia. O tricolor começou o ano como uma paixão arrebatadora, time muito rápido, tocando bem a bola, marcando muito bem o adversário, encantando... Cheguei a dizer que o Bahia era a Holanda de 74!

Acabou a Copa, o Bahia voltou jogando bem, mas não fazia gols, era o início da traição. As derrotas apareceram, com os meus amigos avisando que isso não estava fazendo bem pra mim. Eles queriam um relacionamento mais seguro. Jogar feio, mas ganhar.

Uma migalha de amor ao fim do jogo (Foto:Felipe Oliveira)
Mas eu não sou assim, sou das paixões. Estou de coração partido, me encaminhando pra segunda divisão... Mas nem pense que eu quero ganhar de 1 a 0. Amor pra ser bom tem que doer. A cada jogo como o desta terça (21), em que eu recebo uma migalha de amor, meu coração se acende, na esperança da volta da minha paixão.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Como sempre

Segunda-feira, 14 de julho, acordei de um sonho, era o fim da Copa do Mundo do Brasil, a "Copa das Copas". Foi duro, o choque de realidade só não foi maior porque os programas esportivos ainda alimentavam um pouco do que rolou no melhor do futebol mundial.

O dia seguinte foi trágico, após o almoço eu ouvi "BOA TAAAAARDE, TUDO BEEEEM?" e me dei conta, de fato, que a Copa foi embora(como a Portela, um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar), pensei "foda-se, meu Bahêa tá de volta, porra!". Só a Grécia havia me feito torcer, de coração, nessa Copa.

Como sempre, comecei a me animar pro jogo, saber qual dos brothers iriam à Fonte, não pra ver a superestimada Alemanha, ou aquela seleção retranqueira da Holanda, ver o BAHIA, PORRA, O BAHIA!

Como sempre, comprei meu ingresso pela internet, sou sócio e odeio filas.

Como sempre, tive que arranjar alguém pra imprimir meu ingresso, porque eu não tenho impressora.

Como sempre, chegou a quarta, e eu estava ansioso, o Bahia estava de volta, e logo contra o São
Paulo(meu ex-time, era misto, vergonhoso, mas sou uma pessoa mudada...)

Como sempre, fui ao mesmo bar, o Estrela do Mar.

Como sempre, encontrei meus amigos tricolores, alguns eu havia encontrado durante a Copa, outros não.

Em sentido horário: Iago, Lula (que imprimiu meu ingresso), eu e Brendon

Como sempre, desci a Ladeira da Fonte, gritando "BORA BAHÊA" para os transeuntes.

Como sempre, me aloquei no mesmo lugar, norte inferior, lado direito, na direção da bandeirinha de escanteio, na frente de um bar.

Como sempre, o Bahia me fez de otário...

Ao fim do primeiro tempo, eu tinha certeza que era disso que eu eu tava sentindo falta, durante o Mundial.