Assim como os torcedores, os jogadores clamam aos céus pela volta do bom futebol. Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia
"Todos os jogos de todos os times estão sendo difíceis. Que seja assim, com a equipe lutando, mas conquistando o triunfo dentro de casa. Ainda temos muito a evoluir. Não estamos jogando o que podemos, mas a luta, o espírito tem sido bom, principalmente dentro de casa. O que a gente precisa é que todo mundo reme do mesmo lado".
"Não jogamos um bom futebol, mas isso é o mais importante, que a gente ganhou".
"A gente poderia ter feito mais um pouco, mas o que vale são os três pontos".
Essas foram as frases ditas por Tiago Real, Kieza e Robson, respectivamente, ao fim do jogo entre Bahia e Macaé, que foi vencido pelo tricolor com o placar mínimo. O futebol ruim, agora admitido pelos comandados de Sérgio Soares, retornou para a raiva e sofrimento do torcedor do Bahia.
Na noite de terça-feira, se viu novamente uma equipe que falhava no momento de concluir e que sofria uma pressão imensa no segundo tempo. Desta vez, a equipe não sofreu gol - a última partida assim foi contra o ABC, na 16ª rodada. Um alento para o setor defensivo.
Apesar de mais um triunfo, o torcedor se pergunta: "Cadê o futebol?". Para uns, a solução é a queda de Sérgio Soares. Muitos se apegam no exemplo deste mesmo treinador no Ceará, no ano passado, quando não conseguiu o acesso.
Pelo lado contrário, Marcelo Sant'Ana quer impor uma nova mentalidade. Quer manter o treinador. Em contrapartida, a qualidade das contratações até o momento não ajudou em nada o comandante do Bahia. Se quiser melhorar em campo, vai ter que trazer gente boa para chacoalhar as coisas e acordar este grupo.
O tempo corre. A janela se fecha no dia 14 deste mês. Ainda dá tempo de trazer de volta o tão procurado futebol. Até porque é a vez dele.
Pra começar: Não quero montagens como a de 2014. Se 2015 promete ou não, vamos descobrir durante o ano.
Por enquanto, gostei de dois dos 3 primeiros presentes. O primeiro, Ricardo Drubscky, parece ser um bom professor. O segundo, Neto Baiano, é um belo presente de natal. Fiquei tão feliz com esse presente que estou sapateando ao som da música de natal “Seqüência do Neto”. O terceiro, Anderson Barros, está em processo de avaliação. Vamos aguardar. Durante o ano, te mando noticias sobre o presente.
Junto com esses três presentes, te peço uma coisa muito simples. 22 jogadores. 22 formiguinhas com gosto pelo trabalho. Série B é onde filho chora e a mãe não vê. De preferência, entregue esses presentes antes do carnaval. Vem Baiano, Nordestão, Copa do Brasil. O ideal seria que esse grupo estivesse pronto na reapresentação em janeiro. Mas estou te dando um desconto. É muito jogador pra pouco tempo de entrega. Obs: Luiz Gustavo é prioridade.
Permanecem no elenco alguns nomes razoáveis. Temos também uma base legal. Muito menino bom. Principalmente no meio-campo. Então, se não conseguir entregar os 22, não tem problema. Pode ser um pouco menos.
Resumindo. Queremos um elenco que tenha a capacidade “operária”. Chega de fiascos na Copa do Nordeste. Chega de eliminações pífias na Copa do Brasil. Chega de enganação no Campeonato Baiano. A torcida clama por um time que trabalhe, enfrente e vença os seus compromissos. Medalhões do futebol são sempre bem vindos. Mas sem exageros. Nem tanto, nem tão pouco. Experiência na medida certa também ganha jogo.
Aquele abraço e um Feliz Natal!
P.S. - Só tenho uma reclamação. Você deixou Telmito, o desodorante roll’on da toca, o Michael Kyle da zoeira, ir embora. Não satisfeito, liberou também o mano Cáceres. Com essas duas baixas, estou liberado para aprontar um pouco no próximo ano.
O Ba-Vi é o maior clássico do Nordeste e, provavelmente, o clássico mais legal do Brasil. Isso porque, não importa a colocação que Bahia e Vitória estão na tabela, vale a pena fazer parte dessa partida.
Há sempre um atrativo, não importa a falta de técnica dos times. Há sempre cores vibrantes vindas da arquibancada. Há sempre uma rivalidade muito sadia nas ruas. Há sempre as melhores gozações no dia seguinte. Há sempre vontade.
Poucos Ba-Vis terminaram em empate sem gols, talvez por isso, os palpites dos nossos blogueiros, inclusive os que não torcem para os times apostam em jogo com gols, confira abaixo a expectativa de cada um para o clássico e a partir de segunda vocês podem nos pedir os números da mega-sena.
Dinei VS Kieza. Quem levará a melhor?
(Hugo Araújo - Vitória)
Primeiramente gostaria de
agradecer ao espetacular técnico da Seleção Brasileira, Dunga, por não
convocar Richarlyson (o Deus da Raça), William Henrique (o Pica-Pau ousado e
alegre) e Telmário (“recordar é viver, Dinei fez quatro gols em você”) para os
próximos amistosos do Brasil. Eu sei que ele gostaria de contar com esses
formidáveis jogadores, mas o capitão do tetra foi brother e não irá desfalcar o
Vitória na sua missão neste Campeonato Brasileiro: fugir da beira do caos. Valeu,
Dunga.
Odeio clichês, mas Bavi é Bavi.
Não tem pra onde correr. Ainda mais em um cenário onde os times estão separados
por dois pontos na tabela. O equilíbrio é a tônica do confronto. Não consigo definir um favorito para a partida, só
consigo imaginar um dos Bavis mais emocionantes dos últimos anos. Se falta
técnica, vai sobrar vontade.
Além do famoso jogo de seis pontos (já disse
que odeio clichê?), o vencedor do Bavi acordará na segunda-feira com uma moral
renovada. No campeonato particular da dupla, uma vitória representa bastante.
Não espere o jogo mais bem jogado mundo, mas espere uma bela batalha dentro da
cancha.
Palpite: Vitória 1x0 Bahia, pois
tenho informações seguras de que Ney Franco está tomando banho de folhas e
pipoca desde o fim do jogo contra o Fluminense em busca da sua primeira vitória
em Bavis. Chegou a hora dessa zica sair.
Imagem meramente ilustrativa
(Pedro Ivo Sena - Bahia)
Após os ótimos resultados do meio de semana, a expectativa é de um clássico bastante movimentado e pegado, dentro de campo. Espero que o Bahia pare com esse revesamento de lanterna. E que o Vitória também saia dessa situação incômoda (MENTIRA RS).
Assim está o Brasileirão
Uma fonte próxima revelou que Ney 'Fraco' já comprou dois tubos de KY para o domingo, pois sabe que a botada vai ser segura.
Palpite: Vitória 1 x 3 Bahia. O Tricolor abre dois a zero, toma um gol (pra encher a pequena torcida do time pequeno de esperanças) e depois dá o golpe de misericórdia. Após o jogo ouviremos depoimentos como esse, do nosso amigo Hugo Araújo:
(Ulisses Gama - Bahia)
Até ontem, parecia
que veríamos um clássico de dois mortos na Série A, quem disse? A dupla venceu
e pôs a pimenta que faltava pra domingo. No BA-VI, veremos um jogo aberto, com
os dois times querendo vencer muito. De um lado, Kleina quer convencer com o
seu time, do outro, Ney Franco quer deixar de ser mulher de malandro e
finalmente ganhar do Esquadrão.
Veremos um
verdadeiro VELHO OESTE na Arena Fonte Nova. Torço pra que a história de “um
matar o outro” fique só na competição e que as torcidas briguem na garganta,
cantando e apoiando os seus times em busca da reabilitação no Brasileirão.
Palpite: Vitória 2 x 2 Bahia.
Apesar do clima de velho oeste, acho que o BA-VI ficará no empate. Vai ser mais
uma daquelas partidas de tirar o fôlego, com com tricolor no final (a fênix de
nome Maxi Biancucchi fará a proeza). Será que Ney Franco aguenta mais essa?
(João Tiago Figueiredo - Porto)
Pedir-me um palpite
para o Vitória-Bahia é o mesmo, imagino, que se fosse eu a pedir a um baiano um
palpite sobre um V. Guimarães-Sp. Braga, o dérbi do Minho, cá em Portugal.
Difícil para mim. Estive, contudo, a analisar os plantéis e encontrei algumas
surpresas.
Arena Fonte Nova. Antes do histórico Espanha-Holanda.
O Bahia tem no
plantel dois jogadores que bem conheço. Lincoln, que jogou na Alemanha, e
Rafael Miranda, que foi, durante alguns anos, um dos melhores do Marítimo de
Portugal. Poderia ter chegado a um clube melhor da Liga portuguesa, pois deu
provas para isso, mas o Marítimo não é um clube fácil de negociar e as oportunidades
perderam-se.
Do Vitória conheço
muito bem o Luís Aguiar, que teve anos fantásticos no Sp. Braga mas falhou a
mudança para o Sporting por problemas físicos. Imagino que já não seja o mesmo
jogador por isso mesmo.
Palpite: Vitória 1 x 2 Bahia. O
Bahia vem de uma vitória importante e se ganhar entrega a lanterna de vez ao
rival. Vou por aí, à confiança. Vitória do Bahia
(Iago Maia - Bahia)
O
clássico é um campeonato à parte para qualquer torcedor de futebol,
principalmente quando se tem a chance de afundar ainda mais o rival na tabela.
Com bons resultados e mudanças de postura, o clássico de domingo tem tudo para ser
movimentado dentro e fora do campo.
Arena Fonte Nova - Bahia 2 x 0 Vitória
Palpite: Vitória 1 x 2 Bahia. O Vitória deve
iniciar o jogo dando ‘abafa’ nos 15 minutos inicias, marcando o gol logo na
primeira etapa. Após o susto inicial, o Bahia deve tomar o controle das ações e
consequentemente virar o jogo com dois gols de Maxi.
Obs: Aposto num público pagante entre 27 e 32 mil pessoas.
(Elton Ponce - Santa Cruz)
O maior clássico do NE vai ferver. Gostaria muito de estar em Salvador
pra acompanhar. Mas daqui do Recife, observo um Vitória ligeiramente mais
arrumado na peça ofensiva. O rubro-negro tem jogadores de frente que podem
decidir, como o Dinei, ou apostar na correria do razoável William Henrique.
Já
o Bahia, apesar de não ser o mandante, conta com a vantagem de jogar na Fonte e
de ter a participação mais efetiva de Maxi e Uelliton. Com uma defesa mais
sólida, o tricolor deve aguardar mais o leão para sair nos contra ataques.
Palpite: Vitória 1 x 1 Bahia
Emoção in loco do BaVi. Infelizmente dessa vez não será pra mim.
(Brendon Hilario - Bahia)
Parafraseando o grande Galvão Bueno, "ganhar é bom, ganhar do Vitória-BA é muito melhor", num BaVi de campeonato Brasileiro, onde quem ganhar vai afundar ainda mais seu rival na zona então, vai ser lindo. Que me desculpem os amigos rubro negros, porque em semana de clássico, o espírito de guerra toma conta de mim, domingo é dia de chegar na Fonte de manhã e fazer o "esquenta" pro jogo com os amigos, como é de lei. E depois do jogo? Alguém vai ter que chorar, e garanto que não seremos nós! Já estou na espera dos aúdios de whatsapp de um amigo rubro negro que também escreve pra esse blog.
Palpite: Vitória 1 x 2 Bahia.
O jogo vai ser difícil, os dois times precisam vencer e respirar no campeonato, Maxi e Kieza vem jogando bem, vão dar trabalho. "Kleiner" entendeu que o time joga muito melhor quando joga pra frente, e esperamos que ele mantenha essa postura. O Vitória-BA vem de bom resultado, mas seu principal problema tá no banco, NEY FRACO ainda não venceu um BaVi. e vai continuar assim.
Tá difícil? Chama o Bahia! Nada melhor para reerguer um time do que o seu maior rival. O clássico deste domingo tende a ser um dos mais importantes dos últimos anos. O empate prejudica os dois. Uma vitória significa reabilitação e ganho de confiança no certame de 2014.
Pelo campeonato brasileiro, o Bahia não ganha um confronto dentro da Fonte Nova desde o dia 14/08/14. Em 9 jogos, os jogadores de Itinga marcaram 4 gols e sofreram 7. Nada melhor para NEY FERGUSON tirar esse injusto ranço de não vencer o Bahia.
Reprodução: EC Jahia
Em conversa de bar, falei no inicio do campeonato que o elenco do Vitória é superior ao elenco do Bahia. Continuo com a mesma opinião. Se NEYAUM OUSADO E ALEGRE não inventar na escalação, podemos enterrar o rival. (Se não colocar Vinicius ou Edno de titular, a madeirada nas Sardinhas é certa)
No mais, GATITO resolve, RICHARLYSON é a melhor contratação do futebol baiano nos últimos meses, EscuDEUS pode voltar de contusão, se quiser falar de amor, fale com o MARCINHO, o Príncipe WILLIAM é ousadia e alegria e TELMITO, o Michael Kyle brasileiro, o desodorante roll'on da brocança, vai certamente deixar a sua marca. Menção honrosa para BELTRÁN, o chefe apache da zuera, que pode entrar e decidir.
Palpite: Vitória 2 x 0 Bahia
Os triunfos contra Internacional e Fluminense capacitam o Vitória para dominar este Bavi. O Bahia não deve vir para jogar no contra-ataque, já que o empate não interessa pra ninguém. Com mais raça do que técnica, o gramado da Fonte Nova pode ver um jogo disputado. Nesta altura do campeonato o desespero impera em na Toca e no Fazendão. O Vitória domina e vence o jogo com gols de Dinei Telmito e Marcinho, o Pequeno Marcos sem passatempo.
Lesões em seqüência. Não consegue ter uma seqüência de jogos. É substituído na maioria dos jogos. Com essas características, o assunto do texto poderia ser Valdívia e seu “chinelismo”. Ou Pato, com seu problema no dente e seus 1001 cortes da seleção. Mas não. Esse post é dedicado a Neto Coruja e seus problemas intermináveis.
Dos 20 jogos no Campeonato Brasileiro, Neto jogou 9. Desses, o volante conseguiu completar os 90 minutos de um jogo de futebol em 4 oportunidades. Nos outros 5, Neto foi substituído. Nem todas essas substituições foram motivadas por lesão. Em seqüência, Neto conseguiu atuar 5 rodadas seguidas.
Com Coruja em campo o Vitória venceu 1, empatou 3 e perdeu 5 jogos da Série A. Jogador de marcação com lampejos para saídas de bola, Neto necessita de uma parte física aprimorada. Lesões em seqüência quebram o ritmo de jogo e atrapalham a adaptação do volante.
Assim como Pato, que conseguiu, em 2014, emplacar uma relativa seqüência de jogos e boas atuações e Valdívia que está entregue ao departamento médico e provavelmente procurando briga no twitter, as lesões de Neto Coruja não tem explicações. O problema não começou nesta temporada. De alguns anos pra cá, o jogador não consegue jogar como os outros jogadores.
Neto Coruja é um patrimônio do Vitória. Cabe ao clube procurar soluções para o problema do atleta. Preparar um trabalho físico intenso no inicio da temporada para prevenção de lesões, consultar um especialista, acompanhar hábitos e a rotina do jogador. Vale (quase) tudo pra encontrar uma solução, até saber onde a Coruja dorme.
Na noite de ontem (03/09), Vitória e Sport se enfrentaram no Barradão. O Vitória venceu o jogo por 3 a 1 no placar agregado e se classificou para a próxima fase da Copa Sul-Americana.
Uma figura foi decisiva nos dois jogos contra o Sport pela competição internacional. O nome dele? Marcinho! O meia que chegou no final do mês de junho resolveu os jogos de ida e volta contra os pernambucanos. Não, ele não fez chover, não comandou com maestria o meio de campo e não foi o autor de dribles desconcertantes. Marcinho fez os gols dos triunfos do rubro-negro baiano.
Marcinho, que veio do Qatar, completou o seu oitavo jogo com a camisa do Vitória na noite de ontem. O meia teve os seus dois primeiros jogos de destaque com a camisa do leão. Na Série A, como muitos comentam, Marcinho ainda não desencantou. O jogador ainda não resolveu nos jogos disputados. Não foi aquele camisa 10 clássico, armando o jogo, contribuindo para as vitórias do time.
Mas em termos de Sul-Americana, o homem resolveu. Não apareceu o jogo todo, mas foi essencial para a classificação do Vitória. Portanto, no torneio internacional, si quieres hablar de amor, habla con Marcinho!
Willie e Beltrán: dupla mostrou que pode ser útil
Ps¹: Uma menção honrosa para GUILLERMO BELTRÁN! A virada de bola no segundo gol foi sensacional, consciente. Fez um jogo razoável e demonstra qualidade. Pra ser titular? Ainda não. Mas é um bom suplente para Telmito (Dinei), que não vive boa fase.
Ps²: Laterais do Brasil. Por favor, cheguem até a linha de fundo e efetuem bons cruzamentos de vez em quando! Isso pode resolver um jogo!
O futebol que tem sido apresentado por nossas equipes no campeonato Brasileiro anda tão pobre e tão estressante pra nós torcedores, que hoje me peguei num momento de depressão pensando sobre o que falar, tentando encontrar um assunto diferente pra tratar aqui, mas tudo que me vem na cabeça é esse novo mal social que tem assolado nossa geração.
Bahia e Vitória andam numa maré tão igual que os dois estão na zona de rebaixamento, com 1 ponto de diferença e interligados pelos erros de duas diretorias que assumiram o clube com o compromisso de dar a seus clubes um novo jeito de se portar dentro e fora de campo, mas o que tem acontecido não tem sido muito diferente dos últimos anos(apesar do excelente 5º lugar que o rubro negro baiano alcançou no ano passado.)
Os públicos dos jogos de ambos os times comprovam o que eu tenho dito, os torcedores deixaram o time de lado, e tem passado a se preocupar mais com outras coisas. Sabemos que isso está errado, o ideal pra qualquer time que se encontra nessa situação é justamente "fechar" com a torcida e vice-versa, vide o Flamengo que conseguiu uma boa arrancada nos últimos jogos, e sua torcida tem feito uma festa linda dentro do Maracanã durante esses jogos. Mas ai o torcedor se pergunta porque pagaria caro num ingresso pra ver um futebol pobre, pra ver seu time entrar em campo e passar vergonha como tem acontecido; e partir desse pensamento é que entra o fator "depressão"; afinal como será que se sente o torcedor do Bahia nessa situação de abandono, já que se acostumou a sempre(ou quase sempre) frequentar o estádio ? E o torcedor do Vitória que no ano passado chegou a brigar por libertadores e conseguiu encher o estádio durante esses jogos ? Infelizmente não vejo como o torcedor poderá se reaproximar de seus clubes, a não ser que eles passem a se portar como devem se portar dentro de campo, caso contrário a situação dificilmente vai ser contornada. Que o exemplo do Flamengo sirva de inspiração pros clubes, principalmente no valor do ingresso, que foi um dos fatores pra reaproximação de clube/torcida.
O que pode mudar na sua vida em 3
meses? Para o Vitória e Ney Franco, nada. O técnico, que sem o clube fez um
trabalho pífio no Flamengo, sendo demitido depois de nenhuma vitória em sete
jogos, reencontra o clube, que sem o técnico só conseguiu duas vitórias em 12
jogos e entrou na zona de rebaixamento. Diante de tanto fracasso nesse curto
período, é possível dizer que Ney Franco e o Vitória se merecem. Os dois
caminharam mal sem um ao outro. E agora estão juntos novamente para tentar
evitar o pior.
E se "pior que ta não
fica", Ney tem obrigação de melhorar o trabalho do limitado Jorginho, que
ainda não tem nível para treinar um clube de Série A. Tão claro quanto a incapacidade
de Jorginho é a falta de planejamento da diretória do Vitória. Erraram ao escolher Jorginho como substituto e agora dão uma prova de quanto estão perdidos trazendo
Ney Franco de volta. O time vinha desgastado e não conseguiu convencer em
nenhum momento de 2014 com Ney no comando. Era hora de tentar algo novo, como
Enderson Moreira, mas a diretória preferiu se apoiar no treinador que deu certo no ano passado. Porém o ambiente que ele encontrará no Vitória é outro, e Ney vai ter que provar que consegue trabalhar sob a pressão de tirar o clube da zona de rebaixamento.
Enfim, o nome de Ney Franco não é
o pior possível, ele conhece de perto boa parte do elenco e é capaz de impor o mínimo de padrão
tático na equipe, algo que Jorginho não conseguiu. O problema é cortar relações com um
profissional que preferiu se “aventurar” no Flamengo e depois contratá-lo de
volta. Atitude que beira o amadorismo.
O ano que começou com ótimas
perspectivas para a torcida do Vitória, depois do excelente 2013, vai
terminando na triste realidade de fugir do rebaixamento. O técnico e o clube,
mais do que nunca, precisam um do outro.
Ps¹ Ney Franco treinando o
Vitória nunca venceu o Bahia. Mas vou ou fingir que não lembro disso até o BAVI
do mês que vem.
Ps² Escudero volta aos gramados neste
domingo contra o Figueirense. Não tem nada a ver com o texto, mas dane-se, O
ESCUDERO VAI VOLTAR.
E o primeiro turno do Campeonato
Brasileiro da série A vai chegando ao fim. Com brigas pelo título e pela fuga
do rebaixamento, o Brasileirão tem como cenário momentâneo equipes com pontuações
parecidas. A diferença entre o último colocado e o 11º na tabela é de sete
pontos. Da 10º posição para o líder é de dez pontos. Em 2013, na mesma 14ª
rodada, esses números eram invertidos. Enquanto a diferença entre o líder e o
10º era de sete pontos, a distância entre o 11º e o lanterna era de dez pontos.
Nesse contexto, no brasileiro da
série A de 2014, o Vitória ocupa a 15º colocação. O Rubro-Negro está a um ponto
da zona de rebaixamento e pode, nesse final de primeiro turno, estabelecer uma seqüência
de vitórias. Esses triunfos podem ser importantes para o Leão respirar na luta
contra a segunda divisão e levantar a moral para a disputa do segundo turno do
campeonato.
Faltando cinco jogos para o fim
do primeiro turno, o Vitória tem no Manoel Barradas a sua principal vantagem. O
leão recebe em seus domínios três concorrentes na luta contra o rebaixamento. Chapecoense
(17/08), Figueirense (24/08) e o Flamengo (31/08). Fora de Salvador, o Rubro-Negro
tem compromissos complicados. Enfrenta o também candidato a rebaixamento
Coritiba (20/08), no Couto Pereira e fecha o primeiro turno contra o Santos
(06/09), no Pacaembu.
Em 15 pontos a disputar, o Vitória
necessita vencer os jogos em casa para alcançar a metade dos 46 pontos, meta
estabelecida para se livrar da zona maldita no fim do campeonato. Vencer os
jogos como mandante não impede também que o Leão belisque alguns pontos fora de
casa. Principalmente no confronto contra o Coritiba, concorrente direto na luta
contra o rebaixamento. É hora de fazer o dever de casa!
Alemão literalmente "pagou o pato" contra o São Paulo.
O título é sugestivo. Mas não recriminem apenas um jogador. A falha de
ontem (10/08) é um sinal de que o plano para a zaga desenvolvido pela diretoria não deu
certo. A falha de ontem é um reflexo de decisões equivocadas tomadas no final
de 2013 e ao longo do ano de 2014.
O erro de Alemão no jogo entre
Vitória e São Paulo começou em dezembro de 2013. Após uma bela campanha, o
rubro-negro perdeu sua dupla de zaga titular e os seus reservas. Uma coisa
normal para o futebol brasileiro. Os jogadores não conseguem esquentar os seus
lugares nas equipes que defendem.
O erro de Alemão poderia ser
evitado neste ponto. Contratações pontuais e de qualidade resolveriam o
problema defensivo do Leão. Não foi o que aconteceu. O Vitória mesclou a base
com jogadores experientes e contestados (desconhecidos). A improvisação também
esteve presente. Por falta de zagueiros, volantes foram improvisados no
miolo de zaga.
Rodrigo Defendi: De encostado no Botafogo a odiado no Vitória
Nomes como Defendi, Dão e Ferrari
foram contratados no inicio de 2014 para suprir a carência na defesa do leão.
Como resultado, os garotos da base não seguraram a barra e os experientes
contratados acabaram confirmando a fama de contestados. O Vitória foi eliminado
da Copa do Nordeste, da Copa do Brasil e perdeu o título estadual para o Bahia.
Para o Campeonato Brasileiro,
jogadores foram dispensados. Defendi, Ferrari e Lucas Zen (um dos volantes
improvisados) deixaram o clube. Dão e Luiz Gustavo (meio zagueiro, meio
volante) ficaram no clube, mas dificilmente são aproveitados. Os garotos da
base ganharam o mesmo destino. Perderam e espaço e desapareceram das listas de
relacionados.
Para restaurar o setor, o Vitória
tentou desfazer o que fez no final do ultimo ano. Primeiro contratou um
zagueiro que fez um bom Campeonato Paulista pelo Oeste. Alemão desembarcou no Barradão
com pinta de “xerifão”. Os nomes de Kadu e Victor Ramos chegaram com força à
toca do leão. O primeiro foi contratado. Já o segundo, entre muitas idas e
vindas e negociações com o Bahia, acabou voltando para o México.
Alemão: Pegar o dinheiro, o escort e levantar a cabeça!
E assim o Vitória entrou no brasileirão.
Com Kadu e Alemão como zagueiros titulares e Dão, Salustiano e Luiz Gustavo
como opções na reserva. Nos últimos dias, o zagueiro Roger Carvalho, ex-São
Paulo, também chegou ao Barradão.
Nem tanto, nem tão pouco. Nem a
zaga do ano passado era insubstituível nem todos que estão aqui no momento são
incompetentes para vestir a camisa rubro-negra. A falta de planejamento para
manter os titulares de 2013, culminou para as apostas em jogadores contestados
e momentaneamente desconhecidos. Verdadeiras apostas para titularidade.
Após os fracassos do primeiro
semestre, os métodos continuam sendo implantados. A exceção de Kadu, já
conhecido após uma boa temporada em 2013, os nomes de Alemão e Roger Carvalho
podem assustar ao torcedor. O primeiro estava presente na pífia campanha do
Náutico antes de assinar com o oeste e acumula, neste inicio de brasileirão,
falhas e gols contra. O segundo, chega desconhecido após voltar do futebol
italiano e passar (somente passar) pelo São Paulo. Caso muito parecido com o
fatídico e “finado” Defendi.
Claro que o sistema de defesa é composto também por outros jogadores. O problema é que erros primários e cada vez mais constantes são repetidos, causando
o insucesso e aumentando a desconfiança do torcedor. Erros que começaram em dezembro de 2013. As tentativas de ajustes já acabaram. Metade do ano ficou pra trás. Já passou da hora de
arrumar novamente a cozinha do Leão.