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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Se quiser falar de amor, fale com o Marcinho

Mc Marcinho Araújo falou de amor com o Bahia em 2010

Assim que a situação de Marquinhos Santos começou a ficar insustentável, eu comentei com Ulisses, que também escreve aqui no Vareio, que eu queria Marcio Araújo no comando do Tricolor, isso bem antes de qualquer sondagem.

Quando a queda já era dada como certa, após a derrota para o Corinthians, outro nome me surgiu, esse compartilhado pela torcida do Bahia, Gilson Kleina, que segundo informações de bastidores, teria pedido um salário alto para os padrões do Tricolor.

No jogo contra o Colorada, Marquinhos já havia sido comunicado que não treinaria mais o Bahia, após aquele jogo, vitória do time gaúcho, adeus Marquinhos e um excelente nome também acabara de ficar disponível no mercado, Enderson Moreira, mas meu coração já estava balançado.

Emotivamente falando, Marcio Araújo é uma ótima escolha, o cara chegou naquele time e deu uma injeção de moral, fazendo com que o time voltasse a jogar como o Esquadrão de Aço de outrora. Mas, analisando friamente, temos um treinador que joga com três volantes - obviamente que os três de 2010 eram diferentes dos de hoje - e o mais preocupante, não treina nenhum time desde 2012.

Sendo racional, o nome seria, indiscutivelmente, Enderson. Treinador da nova leva, que fez um ótimo trabalho com o Grêmio, estudioso do futebol, atualizado e atento ao mercado.

A escolha já foi feita, e eu quero muito voltar a falar de amor com o Marcinho, principalmente, voltar a falar de amor com o Bahia. Desejo toda sorte ao Marcio Araújo, e torço para uma nova injeção de ânimo nesse time, porque material humano pra decolar, o time tem, é só tirar Fahel.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Hora da mudança!

Marquinhos Santos segue como técnico no Bahia, pelo menos foi essa informação que o próprio treinador passou na coletiva após partida contra o Corinthians. Mas eu me pergunto: não chegou a hora de procurar outro profissional para assumir o tricolor?

São sete meses à frente da equipe, e um aproveitamento inferior ao 60%. No primeiro semestre, o Bahia foi eliminado logo na primeira fase da Copa do Nordeste, com exibições patéticas contra o CSA e Santa Cruz. No campeonato baiano, o treinador sagrou-se campeão e conseguiu até achar uma boa formação para o time, com Talisca e Lincoln sendo os principais homens de criação, mas não se via nenhuma variação tática e o time seguia sem convencer os torcedores. Foi aos trancos e barrancos conquistando pontos no início do Brasileiro e avançando na Copa do Brasil, porém Lincoln se lesionou e Talisca caiu um pouco de rendimento, mostrando assim as deficiências do elenco e a falta de experiência do treinador em buscar soluções nesse tipo de situação.

Na partida de ontem, assistimos um Bahia acuado e sem alternativas para tentar equilibrar a partida. O meio-campo não produzia e tinha dificuldades para segurar as ações do clube paulista, o ataque praticamente não existiu e a defesa estava totalmente desequilibrada e mal posicionada, nada diferente dos jogos contra o São Paulo e Sport. Um verdadeiro horror! Parecia uma partida disputada entre profissionais e amadores.

Sinceramente, não acho que Marquinhos Santos tenha capacidade de mudar a cara desse time para próxima partida, algo que não conseguiu fazer em 45 dias de paralisação do campeonato. Resta a diretoria buscar logo uma alternativa capaz de mudar a cara da equipe e inserir um gás nos jogadores. Quem você contrataria?


Os nomes disponíveis no mercado são: Sillas, Ney Franco, Jorginho, Waldemar Lemos e Gilson Kleina. 

Basta

7 meses de trabalho, quatro competições disputadas, vários esquemas testados, 45 dias de férias durante uma copa do mundo, 1 título no sufoco, 1 eliminação na primeira fase do fraco campeonato do Nordeste, um campeonato Brasileiro até então sofrível, e a eliminação na copa do Brasil 99,9% encaminhada. 


Essa é a situação de Marquinhos Santos no Bahia; CHEGA! Já deu! Esse é o desabafo de um torcedor apaixonado por seu clube, que não o abandonou nem nos seus piores momentos, na série C, com um 7 do Ferroviário, um 7 do Cruzeiro, com um 7 do seu rival. 
A desculpa durante o Nordestão era que o clube não tinha tempo hábil pra treinar; durante o Baiano, algumas peças precisavam encaixar; no Brasileirão foram as lesões dos principais jogadores;  e enquanto isso, nós torcedores fomos engolindo seco e dando uma chance de tudo se corrigir. 

EIS QUE CHEGA A COPA DO MUNDO. 45 dias de férias pra ele encontrar novos métodos de fazer sua tática encaixar, de fazer os jogadores se entrosarem, principalmente sem seu trunfo, sua carta na manga, já que a jóia da base, Anderson Talisca, fora vendido ao Benfica.  45 dias pra observar os estilos de jogo de 32 seleções diferentes e sugar o máximo do que se via nos estádios e nas televisões. 

Mas o que ele fez? NADA. 
O time voltou da parada da copa com os mesmos erros, a mesma displicência que acompanhou a equipe ao longo do ano, e o mais impressionante é que ele fica da beira do gramado tentando corrigir posicionamento, cobrando fundamentos de jogadores que não se comprometem nem um pouco com o plano tático dele, e não enxerga que seu principal problema é justamente a sua falta de pulso. O Gol que o Bahia levou hoje do Corinthians, num baita oportunismo de Elias e numa falta de organização e de comprometimento da defesa é o reflexo do que Marquinhos Santos ainda tem a dar pra esse time. 

É o momento de tomar uma decisão, seja a diretoria de demiti-lo, seja ele próprio de entregar o cargo; a torcida e o clube não podem mais continuar pagando por suas experiências sem sucesso, é preciso aproveitar que alguns bons nomes tem entrado no mercado, e aproveitar ainda que o clube ainda consegue reverter a situação. Não da mais pra continuar engolindo seco.

Saudações Tricolores.

Quer iludir? Chama o Bahia!

O bando de loucos do Corinthians saiu feliz com o resultado em cima do bando em campo armado por Marquinhos. Fica fácil jogar contra o Bahia, foi assim contra o São Paulo e ontem no Itaquerão. Qualquer um vira o Bayern contra esse time.

Jogou contra o Bahia, ganhou moral.

Faltou atenção, faltou vontade, faltou futebol, faltou volante, faltou finalização, faltou tudo. O Bahia mais uma vez deixou um buraco no meio-campo e facilitou a vida do futebol “feijão com arroz” apresentado pelo Corinthians ultimamente. 

Chegar na frente foi fácil e não se via Fahel, Uelliton ou Léo Gago. Estes três que erraram 16 dos 28 passes errados do Bahia. Fahel tem o Arena Tricolor Premium (vê a partida dentro do campo na maior comodidade), Uelliton pesado e displicente, além de um Léo Gago nada bem. Se caprichassem mais um pouquinho, os donos da casa abririam 4 gols de diferença só no primeiro tempo, mas só fizeram 2, em falhas do magrinho Uelliton e da zaga tricolor. Um verdadeiro terror.

Na segunda parte do sofrimento, o Bahia até tentou, mas não conseguiu criar nada, mais uma vez. No geral, foram somente duas (isso mesmo, 2!) finalizações certas. Será que é a falta do camisa 9, Bahia? Já estamos no final de julho...

Como castigo, veio o terceiro gol que praticamente sacramentou a passagem do Corinthians. De pênalti, Renato Augusto tirou a zica e uma lasquinha do Esquadrão de Marquinhos. Corinthians 3 - 0 Bahia.

Aí, no fim do jogo, a tentativa de atacante cujo nome é William Barbio diz: "A gente entrou para marcar, preencher o meio de campo, mas levamos um gol e deu um branco. Depois do primeiro levamos logo outro em seguida”. Agora a desculpa esfarrapada da moda é “branco”, “pane”, “apagão”. É pra rir!

Ainda dá tempo de estudar e arrumar um outro emprego, Barbio.


Barbio, faça como Neymar e diga que não entende de tática. Aliás, nem se posicionar em campo você sabe.


#OREMOS, pois ainda pode piorar.