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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Hora da mudança!

Marquinhos Santos segue como técnico no Bahia, pelo menos foi essa informação que o próprio treinador passou na coletiva após partida contra o Corinthians. Mas eu me pergunto: não chegou a hora de procurar outro profissional para assumir o tricolor?

São sete meses à frente da equipe, e um aproveitamento inferior ao 60%. No primeiro semestre, o Bahia foi eliminado logo na primeira fase da Copa do Nordeste, com exibições patéticas contra o CSA e Santa Cruz. No campeonato baiano, o treinador sagrou-se campeão e conseguiu até achar uma boa formação para o time, com Talisca e Lincoln sendo os principais homens de criação, mas não se via nenhuma variação tática e o time seguia sem convencer os torcedores. Foi aos trancos e barrancos conquistando pontos no início do Brasileiro e avançando na Copa do Brasil, porém Lincoln se lesionou e Talisca caiu um pouco de rendimento, mostrando assim as deficiências do elenco e a falta de experiência do treinador em buscar soluções nesse tipo de situação.

Na partida de ontem, assistimos um Bahia acuado e sem alternativas para tentar equilibrar a partida. O meio-campo não produzia e tinha dificuldades para segurar as ações do clube paulista, o ataque praticamente não existiu e a defesa estava totalmente desequilibrada e mal posicionada, nada diferente dos jogos contra o São Paulo e Sport. Um verdadeiro horror! Parecia uma partida disputada entre profissionais e amadores.

Sinceramente, não acho que Marquinhos Santos tenha capacidade de mudar a cara desse time para próxima partida, algo que não conseguiu fazer em 45 dias de paralisação do campeonato. Resta a diretoria buscar logo uma alternativa capaz de mudar a cara da equipe e inserir um gás nos jogadores. Quem você contrataria?


Os nomes disponíveis no mercado são: Sillas, Ney Franco, Jorginho, Waldemar Lemos e Gilson Kleina. 

Quer iludir? Chama o Bahia!

O bando de loucos do Corinthians saiu feliz com o resultado em cima do bando em campo armado por Marquinhos. Fica fácil jogar contra o Bahia, foi assim contra o São Paulo e ontem no Itaquerão. Qualquer um vira o Bayern contra esse time.

Jogou contra o Bahia, ganhou moral.

Faltou atenção, faltou vontade, faltou futebol, faltou volante, faltou finalização, faltou tudo. O Bahia mais uma vez deixou um buraco no meio-campo e facilitou a vida do futebol “feijão com arroz” apresentado pelo Corinthians ultimamente. 

Chegar na frente foi fácil e não se via Fahel, Uelliton ou Léo Gago. Estes três que erraram 16 dos 28 passes errados do Bahia. Fahel tem o Arena Tricolor Premium (vê a partida dentro do campo na maior comodidade), Uelliton pesado e displicente, além de um Léo Gago nada bem. Se caprichassem mais um pouquinho, os donos da casa abririam 4 gols de diferença só no primeiro tempo, mas só fizeram 2, em falhas do magrinho Uelliton e da zaga tricolor. Um verdadeiro terror.

Na segunda parte do sofrimento, o Bahia até tentou, mas não conseguiu criar nada, mais uma vez. No geral, foram somente duas (isso mesmo, 2!) finalizações certas. Será que é a falta do camisa 9, Bahia? Já estamos no final de julho...

Como castigo, veio o terceiro gol que praticamente sacramentou a passagem do Corinthians. De pênalti, Renato Augusto tirou a zica e uma lasquinha do Esquadrão de Marquinhos. Corinthians 3 - 0 Bahia.

Aí, no fim do jogo, a tentativa de atacante cujo nome é William Barbio diz: "A gente entrou para marcar, preencher o meio de campo, mas levamos um gol e deu um branco. Depois do primeiro levamos logo outro em seguida”. Agora a desculpa esfarrapada da moda é “branco”, “pane”, “apagão”. É pra rir!

Ainda dá tempo de estudar e arrumar um outro emprego, Barbio.


Barbio, faça como Neymar e diga que não entende de tática. Aliás, nem se posicionar em campo você sabe.


#OREMOS, pois ainda pode piorar.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Em busca da lógica

O Santa Cruz entra em campo na noite desta quarta-feira, às 22h, no Arruda, para enfrentar o Botafogo, o honroso Belo Pessoense, pela Copa do Brasil, num jogo que não vai dizer muita coisa. Isso por conta da incrível inconstância de doses do veneno da Cobra Coral. Em suma: não se sabe o que esperar desse time do Santa Cruz.


Guedes precisa fazer o Santa ser constante. Pra bom, por favor.
Vejamos: duelou diante do Vasco com uma postura razoável, mas sucumbiu às chances de gols perdidas e trapalhadas da defesa. Apesar do Vasco ser um adversário bem meia boca, relevou-se a derrota, afinal o time passa bem, cria jogadas, tem tranquilidadem, toca bem a bola, bla bla bla mas perde os gols. Tudo bem, contra o Vila, o último colocado, combalido e descaracterizado Tigre, a vitória virá. Mais gols perdidos, salto plataforma e novo revés. A Copa voltou com duas porradas derrubando a Cobra invicta. Analisando o escrete tricolor, percebe-se que o cronista entra numa bronca do tamanho de um trem. O time é razoável ao ponto de chegar mais à frente e vencer mais jogos, e bisonho para cair de colocação e beijar a Série C como uma mulher safada que volta para o marido agressor. Essa inconstância explica o motivo de uma eventual classificação contra o Belo não dizer nada sobre o futuro da cobra. Ou até uma desclassificação. Até Sérgio Guedes dar uma consitência DE RESULTADO, NÃO DE CONVERSA MOLE ao time, todos ficarão com a pulga atrás da orelha. O Santa joga de Cardoso; Tony, Renan Fonseca, Éverton Sena e Renatinho. Sandro Manoel, Memo, o ÓTIMO Danilo Pires e Carlos Alberto. PINGOL e Léo Gamalho, o anti gol. Já o Belo vai de Genivaldo, Ferreira, Magno Alves, André Lima e Badé; Zaquel, Pio, Lenílson e Doda; Rafael Aidar e Frontini.
Lembrando que as portas do José do Rego Maciel estarão fechadas por conta de punição referente ao caso do estúpido que sacudiu uma privada matando outro sujeito, em Maio.

Texto: Elton Ponce