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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Qual que é, Canindé?

*Por Elton Ponce

O torcedor do Santa Cruz deve ter amanhecido nesta terça-feira se perguntando: "qual que é, Canindé?" É que a estreia do novo comandante coral, diante do Oeste de São Paulo, às 21h50, no Colosso, ainda é uma incógnita, assim como todo o resto do trabalho. 

Não que o treinador não tenha competência. Já mostrou seu handicap em outros clubes do Nordeste de menor expressão. E é por isso que a dúvida paira no ar . Primeiro porque o elenco do Santa Cruz tem uma série de limitações técnicas; segundo por conta da desorganização administrativa do clube, que está com salários atrasados e, por fim, justamente por conta da pressão exercida pela torcida de um clube grande, experiência que o novo treinador jamais passou na carreira.
Foto: Assessoria de imprensa/Santa Cruz.

O fato é que será preciso dar uma sacudidela no elenco mas, principalmente, parar de insistir em peças que não estão dando certo desde o início da competição. A teimosia de Sérgio Guedes com Éverton Sena, Éverton Hora e Keno irritava o torcedor, que se sentia uma espécie de "estúpido de carteirinha", pois via que os jogadores não rendiam mas eram escalados. 

Seja ela qual for, o tricolor quer mudança. Ao menos um time com mais pegada e um pouco mais compactado na defesa, arrumado taticamente, coisa que Guedes não conseguiu em cinco meses de trabalho. E Canindé provou que é possível fazê-lo. Basta dar uma olhada nos times que comandou no Campinense e CSA. 

Se conseguir um pouco de equilíbrio defensivo e enxertar peças como Thiago Costa, Cassiano e Renato Silva, o ganho de um pouco mais de qualidade deve ser suficiente para escapar da degola e de mais um ano pavoroso na terceira divisão. Ah, você esperava que eu falasse algo de acesso? É melhor esquecer essas vãs ilusões... A diretoria do Santa Cruz não se preparou para isso.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Em busca da lógica

O Santa Cruz entra em campo na noite desta quarta-feira, às 22h, no Arruda, para enfrentar o Botafogo, o honroso Belo Pessoense, pela Copa do Brasil, num jogo que não vai dizer muita coisa. Isso por conta da incrível inconstância de doses do veneno da Cobra Coral. Em suma: não se sabe o que esperar desse time do Santa Cruz.


Guedes precisa fazer o Santa ser constante. Pra bom, por favor.
Vejamos: duelou diante do Vasco com uma postura razoável, mas sucumbiu às chances de gols perdidas e trapalhadas da defesa. Apesar do Vasco ser um adversário bem meia boca, relevou-se a derrota, afinal o time passa bem, cria jogadas, tem tranquilidadem, toca bem a bola, bla bla bla mas perde os gols. Tudo bem, contra o Vila, o último colocado, combalido e descaracterizado Tigre, a vitória virá. Mais gols perdidos, salto plataforma e novo revés. A Copa voltou com duas porradas derrubando a Cobra invicta. Analisando o escrete tricolor, percebe-se que o cronista entra numa bronca do tamanho de um trem. O time é razoável ao ponto de chegar mais à frente e vencer mais jogos, e bisonho para cair de colocação e beijar a Série C como uma mulher safada que volta para o marido agressor. Essa inconstância explica o motivo de uma eventual classificação contra o Belo não dizer nada sobre o futuro da cobra. Ou até uma desclassificação. Até Sérgio Guedes dar uma consitência DE RESULTADO, NÃO DE CONVERSA MOLE ao time, todos ficarão com a pulga atrás da orelha. O Santa joga de Cardoso; Tony, Renan Fonseca, Éverton Sena e Renatinho. Sandro Manoel, Memo, o ÓTIMO Danilo Pires e Carlos Alberto. PINGOL e Léo Gamalho, o anti gol. Já o Belo vai de Genivaldo, Ferreira, Magno Alves, André Lima e Badé; Zaquel, Pio, Lenílson e Doda; Rafael Aidar e Frontini.
Lembrando que as portas do José do Rego Maciel estarão fechadas por conta de punição referente ao caso do estúpido que sacudiu uma privada matando outro sujeito, em Maio.

Texto: Elton Ponce